Foto: Divulgação / Abril.com.br
A Grande Muralha do espaço não pode ser vista a olho nu, segundo confirmou Yang Liwei, o primeiro astronauta da China a ir à órbita terrestre em 2003, desmentindo um dos mitos mais populares da exploração espacial.
Destaques Rápidos
- Yang Liwei orbitou a Terra 14 vezes a bordo da cápsula Shenzhou 5 em 2003.
- A estrutura tem largura média de poucos metros e cores que se camuflam com o solo.
- A NASA confirma que monumentos estreitos exigem lentes de alta resolução para serem vistos.
O Mito Histórico da Visibilidade Orbital
Por décadas, manuais escolares e crenças populares afirmavam que a colossal fortificação asiática seria a única construção humana visível diretamente da órbita. No entanto, cientistas e astronautas sempre alertaram que a resolução óptica dos olhos humanos impede tal façanha.
Quando regressou de sua histórica missão, o pioneiro espacial chinês foi indagado pela imprensa nacional sobre o monumento. Sua resposta categórica e honesta encerrou de vez a ilusão patriótica popular ao afirmar que a muralha não era visível.
Por Que a Grande Muralha do Espaço Não é Visível a Olho Nu?
O grande obstáculo óptico está relacionado à espessura e aos materiais de construção utilizados ao longo dos séculos. Embora a barreira tenha milhares de quilômetros de extensão, sua largura raramente ultrapassa dez metros, tornando-a imperceptível a centenas de quilômetros de altitude.
Além disso, os materiais empregados na edificação, como rochas locais e terra batida, possuem tonalidades praticamente idênticas às montanhas e planícies circundantes. Sem contraste de cor e sem iluminação artificial direta, distinguir a estrutura em meio ao relevo natural torna-se impossível sem equipamentos ópticos especializados.
Diversos astronautas da Estação Espacial Internacional já reiteraram que grandes obras humanas só aparecem em fotografias orbitais quando iluminadas à noite, como grandes metrópoles, ou através de câmeras equipadas com teleobjetivas potentes.
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