Sábado, 31 de Outubro de 2026  |  Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. (Salmo 46:1)
Medicina e Tecnologia

Calor extremo mata mais por doenças respiratórias do que o frio no Brasil

Estudo revela que o calor extremo já causa mais mortes por doenças respiratórias que as baixas temperaturas. Confira as conclusões da pesquisa médica.

Foto: Divulgação / Abril.com.br

O calor extremo já causa mais mortes por complicações respiratórias do que as baixas temperaturas no Brasil, de acordo com um estudo epidemiológico que avaliou mais de um milhão de registros hospitalares em uma década.

Destaques Rápidos

  • Mais de 1 milhão de certidões de óbito analisadas ao longo de 10 anos de pesquisa.
  • Cerca de 66 mil mortes por problemas respiratórios foram associadas a desvios térmicos.
  • Temperaturas elevadas superaram os períodos frios em taxa de letalidade pulmonar no país.

Impactos do calor extremo na saúde respiratória

Pesquisadores brasileiros identificaram uma mudança histórica no perfil epidemiológico nacional provocada pelas alterações climáticas. Historicamente, o inverno e as quedas bruscas de temperatura eram os maiores vilões para asmáticos e indivíduos com enfisema pulmonar.

Contudo, a combinação de dias excessivamente quentes com a baixa umidade do ar sobrecarrega o sistema cardiovascular e pulmonar. O esforço biológico para dissipar o calor provoca inflamações severas e dificulta a oxigenação adequada dos tecidos vitais.

Vulnerabilidade e novos desafios climáticos

Idosos e crianças pequenas representam a parcela mais vulnerável a esses episódios de hipertermia e estresse ambiental. O monitoramento contínuo de dados médicos e ambientais aponta a necessidade urgente de planos municipais de adaptação ao clima.

Profissionais de saúde recomendam reforço contínuo na hidratação e permanência em locais ventilados durante os alertas meteorológicos. Essa mudança de paradigma reforça a urgência de encarar a crise climática como uma emergência médica prioritária.

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