Segunda-feira, 2 de Novembro de 2026  |  Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8:31)
Ciência e Espaço

Metano na Antártida: fezes de pinguins liberam milhões de toneladas do gás

Descubra como fezes de pinguins geram metano na Antártida e impactam o clima do planeta. Confira os detalhes do estudo científico recente.

Foto: Divulgação / Xataka.com.br

Estudiosos espanhóis identificaram que o acúmulo de fezes de pinguins gera uma enorme quantidade de metano na Antártida, alcançando até 7 milhões de toneladas do gás de efeito estufa por ano.

Destaques Rápidos

  • Até 7 milhões de toneladas de metano são geradas anualmente pelos dejetos das aves.
  • O estudo foi conduzido por pesquisadores espanhóis e publicado na Climate and Atmospheric Science.
  • O gás metano possui um potencial de aquecimento global significativamente superior ao CO2.

Impacto das Colônias no Clima Global

A descoberta surpreendeu a comunidade científica ao revelar que a decomposição orgânica do guano produz elevadas concentrações de gás. Esse fenômeno ocorre principalmente durante os meses de verão local, quando as temperaturas sobem ligeiramente no continente gelado.

O metano é conhecido por ser dezenas de vezes mais potente que o dióxido de carbono na retenção de calor atmosférico. Por isso, compreender a presença de metano na Antártida ajuda a aprimorar os modelos computacionais sobre mudanças climáticas.

Como a Decomposição Produz Metano na Antártida

A matéria orgânica presente nos excrementos serve de alimento para bactérias anaeróbicas presentes no solo úmido antártico. Esse processo de digestão microbiana resulta na liberação direta do gás para a atmosfera polar.

Os pesquisadores ressaltam que os pinguins não são vilões do clima, mas sim partes de um ecossistema complexo. O mapeamento preciso dessas emissões ajuda a diferenciar as fontes naturais das causadas pela atividade humana.

Fonte original: Leia mais na fonte