Foto: Divulgação / Sapo.pt
Um apagão na Madeira foi convocado pela SPEA para desligar as luzes por três horas nesta sexta-feira, visando garantir a sobrevivência de milhares de jovens cagarras que se deslocam rumo ao mar.
Destaques Rápidos
- A iniciativa propõe 3 horas de redução coordenada de iluminação noturna na Madeira e Porto Santo.
- O período coincide com o pico de saída dos ninhos das aves marinhas juvenis.
- A poluição luminosa artificial é a maior causa de quedas e mortalidade dessas espécies.
Por que o apagão na Madeira é crucial para a biodiversidade
Durante o outono, os juvenis de cagarra deixam seus ninhos pela primeira vez orientando-se pelo reflexo natural da Lua e das estrelas na água. No entanto, o excesso de luz urbana cega e desorienta as aves marinhas, provocando colisões contra estruturas e quedas nas estradas.
Segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), um ambiente mais escuro viabiliza trajetórias seguras até o mar aberto. Ao caírem no solo em terra firme, esses animais ficam totalmente vulneráveis a predadores terrestres e a atropelamentos.
Impactos da poluição luminosa na fauna do arquipélago
Pesquisadores alertam que o excesso de iluminação costeira representa uma barreira ecológica invisível e altamente destrutiva. O esforço conjunto entre autoridades, empresas e moradores é fundamental para mitigar perdas na população insular da espécie.
A campanha incentiva que tanto munícipes quanto comércios apaguem holofotes, fachadas luminosas e lâmpadas externas desnecessárias no intervalo planejado. Pequenas adaptações humanas representam a diferença imediata entre a vida e a morte para a fauna silvestre regional.
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