Foto: Divulgação / Observador.pt
O avanço tecnológico está transformando a relação das pessoas com a saúde, e o uso de ferramentas de inteligência artificial na medicina já é uma realidade para muitos. De acordo com um estudo global recente, cerca de 51% dos cidadãos portugueses admitem a possibilidade de utilizar sistemas automatizados de diagnóstico em substituição às consultas médicas convencionais.
Desconfiança com a inteligência artificial na medicina
Apesar do interesse crescente, a segurança ainda é uma barreira significativa para a adoção em massa dessas tecnologias. A pesquisa indica que 61% dos entrevistados em Portugal demonstram forte receio em relação a possíveis erros de diagnóstico cometidos por algoritmos.
Esse nível de hesitação reflete a necessidade de maior regulação e validação clínica antes que os pacientes confiem plenamente em soluções digitais. Atualmente, os portugueses mostram-se ligeiramente mais céticos do que a média global de 58% registrada entre os 20 países analisados no levantamento.
Principais pontos levantados pelo estudo
- Adoção moderada: Cerca de metade da população portuguesa cogita o uso de ferramentas inteligentes para triagem inicial.
- Medo de diagnósticos incorretos: A grande maioria dos usuários ainda teme falhas técnicas graves na identificação de doenças.
- Média global superior: Outros países demonstram uma abertura ligeiramente maior para a saúde digital automatizada.
Especialistas apontam que a tendência é de consolidação desses sistemas de suporte, desde que atuem de forma complementar ao trabalho dos profissionais de saúde humana. A expectativa é que o amadurecimento dos modelos de linguagem e de análise preditiva diminua a desconfiança pública ao longo dos próximos anos.
Fonte original: Leia mais na fonte
