Foto: Divulgação / Xataka.com.br
Estudiosos espanhóis identificaram que o acúmulo de fezes de pinguins gera uma enorme quantidade de metano na Antártida, alcançando até 7 milhões de toneladas do gás de efeito estufa por ano.
Destaques Rápidos
- Até 7 milhões de toneladas de metano são geradas anualmente pelos dejetos das aves.
- O estudo foi conduzido por pesquisadores espanhóis e publicado na Climate and Atmospheric Science.
- O gás metano possui um potencial de aquecimento global significativamente superior ao CO2.
Impacto das Colônias no Clima Global
A descoberta surpreendeu a comunidade científica ao revelar que a decomposição orgânica do guano produz elevadas concentrações de gás. Esse fenômeno ocorre principalmente durante os meses de verão local, quando as temperaturas sobem ligeiramente no continente gelado.
O metano é conhecido por ser dezenas de vezes mais potente que o dióxido de carbono na retenção de calor atmosférico. Por isso, compreender a presença de metano na Antártida ajuda a aprimorar os modelos computacionais sobre mudanças climáticas.
Como a Decomposição Produz Metano na Antártida
A matéria orgânica presente nos excrementos serve de alimento para bactérias anaeróbicas presentes no solo úmido antártico. Esse processo de digestão microbiana resulta na liberação direta do gás para a atmosfera polar.
Os pesquisadores ressaltam que os pinguins não são vilões do clima, mas sim partes de um ecossistema complexo. O mapeamento preciso dessas emissões ajuda a diferenciar as fontes naturais das causadas pela atividade humana.
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