Foto: Divulgação / Xataka.com.br
Colonizar Marte trará sérios riscos biológicos aos exploradores, pois a microgravidade prolongada e a radiação cósmica causam danos severos ao sistema cardiovascular humano durante a travessia espacial.
Destaques Rápidos
- Estudos com roedores submetidos a condições espaciais revelaram perda acelerada de tônus vascular.
- Uma viagem de ida e volta ao Planeta Vermelho pode expor a tripulação a quase 3 anos de radiação contínua.
- A atrofia miocárdica e o estresse oxidativo são os principais fatores de risco cardíaco identificados.
O impacto cardiovascular ao colonizar Marte
A exploração espacial de longa duração sempre teve a radiação ionizante e o risco oncológico como preocupações centrais. Contudo, pesquisas recentes coordenadas pela NASA apontam que o coração humano pode sofrer danos estruturais profundos muito antes de qualquer outra complicação se manifestar.
Sem a atração gravitacional terrestre para forçar a circulação sanguínea aos membros inferiores, o músculo cardíaco se remodela em curto período. Esse processo desencadeia atrofia miocárdica progressiva e diminui a eficácia com que o corpo gerencia a pressão arterial.
Radiação cósmica e estresse celular profundo
Além da atrofia decorrente da microgravidade, os raios cósmicos galácticos atingem diretamente as células que revestem o interior das artérias. O bombardeio constante gera inflamação crônica e intensifica o enrijecimento dos vasos sanguíneos vitais.
Especialistas ressaltam que as blindagens físicas atuais das espaçonaves não bloqueiam a totalidade dessas partículas pesadas. Diante disso, viabilizar missões tripuladas exigirá o desenvolvimento urgente de terapias farmacológicas protetoras para resguardar a saúde dos futuros viajantes.
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